O pequeno notável

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Esta matéria eu vi no Tumblr e acho muito válido compartilhar com vocês em razão da revolução promovida por esta descoberta, leiam:

Um dispositivo diminuto que mudaria a história da comunicação e da eletrônica foi apresentado pela primeira vez ao mundo em 23 de dezembro de 1947 nos Laboratórios Bell, nos Estados Unidos. Trata-se do transistor.

A peça, que permite a amplificação e a interrupção de sinais elétricos, desde então se tornou fundamental em rádios portáteis, máquinas fotográficas digitais, automóveis e todo tipo de computadores – dos que estão em nossos celulares até os usados em espaçonaves e satélites.

A invenção de tão importante dispositivo é creditada aos pesquisadores dos Laboratórios Bell William Schockley, John Bardeen e Walter Brattain, que ganharam o Nobel de Física de 1956 pelo feito. Os três físicos buscavam alternativas para substituir as válvulas termoiônicas usadas nos sistemas telefônicos da época para amplificar o sinal elétrico, que depois era traduzido em sinal sonoro.

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Essas válvulas emitiam elétrons a partir do aquecimento de metais dentro de um invólucro de vidro a vácuo. Apesar de muito úteis, com aplicação em máquinas e nos gigantescos computadores primitivos, elas eram frágeis, grandes e nada práticas. O metal que emitia os elétrons tinha uma vida curta e frequentemente o vidro das válvulas se quebrava, dificultando o seu uso em qualquer dispositivo portátil.

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Na busca por alternativas, cientistas do mundo todo começaram a procurar meios de controlar a emissão de elétrons em sólidos, como metais e semicondutores, em vez do vácuo. Os físicos dos Laboratórios Bell voltaram sua atenção para certos cristais que eram usados antes das válvulas em rádios antigos que conseguiam detectar altas frequências. Na época, já era sabido que esses cristais, de silício e germânio, emitiam elétrons, e o grupo de cientistas se deteve em estudar suas propriedades. A partir daí, Bardeen e Brattain conseguiram criar os primeiros transistores. Anos mais tarde, Schockley aperfeiçoou o dispositivo, tornando-o mais estável.

Por serem menores que as válvulas e de vida mais longa, os transistores logo começaram a ser usados pela indústria em toda tipo de produtos. Um dos primeiros foram os aparelhos auditivos, seguidos dos radinhos a pilha portáteis. Mas quem mais ganhou com os transistores, vocês sabem, foram os computadores.

Pela capacidade de interrupção e amplificação contínua do sinal elétrico, os transistores podem ser usados para construir circuitos lógicos complexos, os chips. Um chip pode ter milhões de transistores por centímetro cúbico funcionando como chaves que abrem e fecham o circuito elétrico, fornecendo os bits 0 ou 1.

Para acompanhar o progresso da informática, os transistores têm sido fabricados em escalas cada vez menores, o que possibilita quantidades cada vez maiores dessas peças por dispositivo. Na década de 1960, o chip mais avançado tinha 30 transistores. Hoje, qualquer computador pessoal tem chips com bilhões de transistores. Os transistores mais modernos já são produzidos com dimensões de apenas dezenas de nanômetros, o equivalente a poucas centenas de átomos enfileirados.

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A crescente corrida pela miniaturização e pelo aumento da quantidade de transistores rendeu a famosa Lei de Moore, formulada em 1965 pelo engenheiro norte-americano Gordon Moore e segundo a qual o número de transistores em um chip dobraria a cada 18 meses pelo mesmo custo. A previsão tem se mostrado acertada até hoje e pode ser superada com o uso de novos materiais passíveis de maior miniaturização, como o grafeno.

Saiba mais sobre as novas alternativas ao transistor de silício:
http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/grafeno-sera-o-silicio-do-seculo-21

http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/musculos-de-hercules-e-cerebro-de-einstein

Entenda melhor a importância dos transistores:http://www.clickciencia.ufscar.br/portal/edicao14/materia4_detalhe.php

Veja mais detalhes da história dessa invenção e da física por trás dela:http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/a-cereja-no-bolo-da-microeletronica/

Leia mais novidades sobre história da ciência na página da Ciência Hoje On-line.

Fonte: http://cienciahoje.tumblr.com/


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