De minha esperança é imortal até sinto vergonha de mim: Dez anos de PT no poder

Já tive como meu desabafo o texto“Só de sacanagem”  de Eliza Lucinda e declamada por Ana Carolina que dizia que:

sodesacanagem

Minha esperança é imortal

Você pode ver neste link o vídeo com Ana Carolina declamando, ainda vale a pena ver:

Depois passei a ter a musica “Meu Brasil”, composta em 1994 por Orlando Tejo / Gilvan Chaves / Livardo Alves) ,  cantada em 2000 por Zé Ramalho, como a verbalização de meus sentimentos.

 

ze ramalho-o meu pais

Um pais que é doente e não se cura, engoliu a compostura sem saber emergir da noite escura atendendo a políticos sutis que dividem o Brasil em mil brasis pra melhora assaltar de ponta a ponta.

 

Você pode ver a atualidade e profundidade da letra neste link

Mas o PT conseguiu neste dez anos destruir muita coisa, entre elas: minha esperança e minha crença de dias melhores.

Agora só este texto “Sinto Vergonha De Mim” de ✰ Cleide Canton ✰

Para expressa o que sinto diante desta vergonha dos embargos infringentes

Depois de “habeas corpus preventivo” e “embargos infringentes”, que outro nome o PT renomeará a impunidade?

LEIAM e vejam o vídeo:

vergonhaDEmim

Sinto Vergonha De Mim
Por Ter Sido Educadora De Parte Desse Povo,
Por Ter Batalhado Sempre Pela Justiça,
Por Compactuar Com A Honestidade,
Por Primar Pela Verdade
E Por Ver Este Povo Já Chamado Varonil
Enveredar Pelo Caminho Da Desonra.

Sinto Vergonha De Mim
Por Ter Feito Parte De Uma Era
Que Lutou Pela Democracia,
Pela Liberdade De Ser
E Ter Que Entregar Aos Meus Filhos,
Simples E Abominavelmente,
A Derrota Das Virtudes Pelos Vícios,
A Ausência Da Sensatez
No Julgamento Da Verdade,
A Negligência Com A Família,
Célula-Mater Da Sociedade,
A Demasiada Preocupação
Com O “Eu” Feliz A Qualquer Custo,
Buscando A Tal “Felicidade”
Em Caminhos Eivados De Desrespeito
Para Com O Seu Próximo.

Tenho Vergonha De Mim
Pela Passividade Em Ouvir,
Sem Despejar Meu Verbo,
A Tantas Desculpas Ditadas
Pelo Orgulho E Vaidade,
A Tanta Falta De Humildade
Para Reconhecer Um Erro Cometido,
A Tantos “Floreios” Para Justificar
Atos Criminosos,
A Tanta Relutância
Em Esquecer A Antiga Posição
De Sempre “Contestar”,
Voltar Atrás
E Mudar O Futuro.

Tenho Vergonha De Mim
Pois Faço Parte De Um Povo Que Não Reconheço,
Enveredando Por Caminhos
Que Não Quero Percorrer…

Tenho Vergonha Da Minha Impotência,
Da Minha Falta De Garra,
Das Minhas Desilusões
E Do Meu Cansaço.
Não Tenho Para Onde Ir
Pois Amo Este Meu Chão,
Vibro Ao Ouvir Meu Hino
E Jamais Usei A Minha Bandeira
Para Enxugar O Meu Suor
Ou Enrolar Meu Corpo
Na Pecaminosa Manifestação De Nacionalidade.

Ao Lado Da Vergonha De Mim,
Tenho Tanta Pena De Ti,
Povo Brasileiro!

 

E que um colaborador de Rolando Boldrin, sabiamente, juntou com este texto de Rui Barbosa dito a mais de um século e atual ate hoje:

De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.

 

Vídeo com rolando Boldrin declamando de forma comovente

 

 

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